A morte é que está morta. Ela é aquela Princesa Adormecida no seu claro jazigo de cristal. Aquela a quem, um dia- enfim- despertarás...
E o que esperavas ser teu suspiro final é o teu primeiro beijo nupcial!
- Mas como é que eu te receava tanto (no teu encantamento lhe dirás) e como podes ser assim- tão bela?! Nas tantas buscas, em que me perdi, vejo que cada amor tinha um pouco de ti...
E ela, sorrindo, compassiva e calma:
- E tu, por que é que me chamavas Morte? Eu sou, apenas tua Alma...
Um poema como um gole dágua bebido no escuro. Como um pobre animal palpitando ferido. Como pequenina moeda de prata perdida para sempre [na floresta noturna. Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa [condição de poema. Triste. Solitário. Único. Ferido de mortal beleza.
Minha vida não foi um romance... Nunca tive até hoje um segredo. Se me amas, não digas, que morro De surpresa... de encanto... de medo...
Minha vida não foi um romance... Minha vida passou por passar. Se não amas, não finjas, que vivo Esperando um amor para amar. Minha vida não foi um romance... Pobre vida... passou sem enredo... Glória a ti que me enches a vida De surpresa, de encanto, de medo!
Minha vida não foi um romance... Ai de mim... Já se ia acabar! Pobre vida que toda depende De um sorriso... de um gesto... um olhar...
Salgueiro, chore por mim Curve seus mais altos galhos Desça para essas mãos infames De alguém que nunca entende
Eu não sou única nisso É baseado em nada além dos meus erros A noite deito-me acordada Pensando em todos os corações que eu felizmente quebrei
É cruel eu sei Pelo menos assim o dizem-me Bem alguém me trancaria e jogaria fora a chave Porque eu não estou envergonhada, oh não Oh, salgueiro
Que eu só escrevo canções de amor Para aqueles a quem eu não amo Eu apenas chego para ele Quem está amarrando as luvas de alguém Aquele que me segurar no interior Que eu admiro e ridicularizo Que eu defendo e escondo
Salgueiro, chore por mim Não ache que eu não vejo Essa vida que estou vivendo em dois Mas ainda é algo que devo fazer Eu não sou único nisso Também não sou especial, doce ou amável Eu cortejo uns mil sorrisos No entanto eu mantenho o meu próprio escondido
É cruel eu sei Pelo menos assim o dizem-me Bem alguém me trancaria e jogaria fora a chave Porque eu não estou envergonhada, oh não Oh, salgueiro
Que eu só escrevo canções de amor Para aqueles a quem eu não amo Eu apenas chego para ele Quem está amarrando as luvas de alguém Aquele que me segurar no interior Que eu admiro e ridicularizo Que eu defendo e escondo
Calúnia e discordância Eles estão na saleta de jogos para mim Papéis cheios de mentiras loucas demais para falar Você diz que eles nunca te machucam Nenhuma conseqüência, eu estou feliz Estamos longe demais acima de tudo Mas, oh não, isso não é verdade
Estes perversos passatempos tem o seu preço Estes vícios tiranos quebram sua alma Entrego tudo que eu sou E tudo que eu nunca quero ser
Eu amo você (Oh salgueiro, salgueiro, salgueiro) Não duvide de mim Reescreva essa parcela à vista de todos
Que eu só escrevo canções de amor Para aqueles a quem eu não amo Eu apenas chego para ele Quem está amarrando as luvas de alguém Aquele que me segurar no interior Que eu admiro e ridicularizo Que eu defendo e escondo
Dobre seus ramos para o chão e me mantenha perto
Me permita conciliar com tudo o que sabemos Partilhe a sua simpatia e chore por mim Oh, salgueiro, cure os corações que eu tenho quebrado Faça-me pura e comece de novo a minha canção
Que eu só escrevo canções de amor Para aqueles a quem eu não amo Eu apenas chego para ele Quem está amarrando as luvas de alguém Aquele que me segurar no interior Que eu admiro e ridicularizo Que eu defendo e escondo
Do inquieto oceano da multidão veio a mim uma gota gentilmente suspirando:
— Eu te amo, há longo tempo fiz uma extensa caminhada apenas para te olhar, tocar-te, pois não podia morrer sem te olhar uma vez antes, com o meu temor de perder-te depois.
— Agora nos encontramos e olhamos, estamos salvos, retorna em paz ao oceano, meu amor, também sou parte do oceano, meu amor, não estamos assim tão separados, olha a imensa curvatura, a coesão de tudo tão perfeito! Quanto a mim e a ti, separa-nos o mar irresistível levando-nos algum tempo afastados, embora não possa afastar-nos sempre: não fiques impaciente — um breve espaço e fica certa de que eu saúdo o ar, a terra e o oceano, todos os dias ao pôr-do-sol por tua amada causa, meu amor.